terça-feira, 18 de março de 2008

A arte de manusear os imprevistos!

Calor infernal. Estão limpando o ar-condicionado.

Diferentemente de outros dias, onde um verdadeiro pandemônio se instala na redação, o dia foi absolutamente tranqüilo. As pautas estavam bem amarradas, sem problemas na hora de marcar. Nada factual... nenhum incêndio, seqüestro, operação policial, ou velhinho morrendo em ônibus após briga com motorista.

Sempre que aparece uma pauta da Secult, os nervos ficam a flor da pele. Não se trata de desmerecer o trabalho dos colegas assessores, mas sempre surge algum contratempo por lá, que dificulta a nossa vida do lado de cá. Hoje, felizmente, era só uma coletiva que anunciará a volta do Museu Histórico do Estado do Pará, que estava fechado há 25 meses para reforma.

Assessor tem celular pra quê? Sempre me questiono quando vou marcar uma pauta e o telefone só chama insistentemente. O desespero de fechar uma pauta leva, às vezes, ao uso de todos os tipos de xingamentos e palavrões. Depois de algum tempo sem atender, a Brenda Takeda, da Sepof, finalmente atende aos meus anseios. Trata-se de um evento que discutirá, durante todo o dia de hoje, a realização de obras de infra-estrutura e transporte no Estado.

Sussurrando, quase balbuciando, ela me informa que às 17h30 haverá um encerramento com pronunciamento de todos os participantes. Seria o ideal, não fosse a coletiva da Governadora, às 17h. Pare tudo o que você estiver pautando se pintar uma pauta com a Gov. Indispensável...

Consegui marcar para as 16h, finalmente. Apesar das dificuldades de comunicação, a Brenda é bem prestativa. Perguntou o nome do repórter, o número do meu celular e os contatos da redação, caso pintasse algum contratempo. Muito simpática... coisa rara em assessorias de imprensa. Qualquer dia listo aqui o ranking das assessorias mais problemáticas (sic). Evidentemente, com os seus respectivos porquês.

Bebel está de volta. (É tão bom ter você por perto - não toma mais aquele remédio!). Ela está pautando a Governadora e uma reunião que pretende expandir para um número maior de jovens o programa Bolsa Trabalho. A Layara, que ontem suou para marcar a pauta dos flanelinhas, hoje não teve dificuldades com as pautas da programação do Hangar para a Páscoa, e uma reunião na Assembléia Legislativa sobre o desmatamento na Amazônia. É por que os ilustres deputados são mestres na arte de reunir... na arte de fazer, é um outro departamento. Vamos ver os resultados práticos desse encontro.

Amanhã, deve ter Secult de novo. Ou quem sabe um incêndio, seqüestro, uma mega-operação policial, ou outro velhinho morrendo em ônibus após briga com motorista. Jornalismo é assim mesmo... a arte de manusear o imprevisto. E é isso que nos move!

segunda-feira, 17 de março de 2008

17 de março de 2008

Uma operação policial hoje de manhã, que prendeu cerca de 20 pessoas acusadas de fraudar o seguro DPVAT, movimentou a redação hoje de manhã. Uma coletiva deve anunciar os detalhes dessa operação hoje à tarde.

Hoje eu fiquei com uma pauta sobre uma palestra, que aconteceria na UFPa, sobre o Santo Sudário. Em tempos de Semana Santa, certamente renderia uma boa pauta, se não estivesse ocorrendo pela manhã de hoje e se a assessoria da UFPa informasse corretamente os horários e locais de eventos em seu site. Af... Rapidamente foi substituída por uma pauta sobre o concurso para a criação da logomarca do Fórum Social Mundial, que acontece ano que vem em Belém. Fungando fortemente, por conta da renite alérgica, a simpática Kelém Cabral me informou que os organizadores chegam do Rio amanhã. A pauta caiu, e ficou para amanhã.

Enquanto isso, a Layara corre atrás de uma pauta sobre os abusos dos flanelinhas nas ruas de Belém. Ela estacionou o carro na São Pedro, em frente ao shopping, no fim de semana último, e na hora de ir entregou cinqüenta centavos ao guardador. O abusado jogou a moeda no carro, afirmando que não precisava de esmolas. Secon, Ctbel e Sefin se dizem isentas de qualquer responsabilidade sobre os “donos da rua”.

Depois, ela descobriu que existe uma cooperativa de guardadores de carro em Belém. Para a nossa surpresa, o poder público não realiza nenhum tipo de fiscalização sobre os flanelinhas e quem faz esse tipo de trabalho é a própria associação. Quem tiver alguma queixa ou viver uma situação parecida com a dela, deve procurar a própria associação e realizar a denúncia. Pode?

A Bebel não veio hoje por conta de problemas pessoais. A Sandra, espirrando, foi convocada para substituí-la. Ela está pautando o lançamento de um livro sobre deficientes, além de estar apurando essa história da coletiva na Polícia Civil. O Fábio, novo estagiário, está tentando pautar os Jogos Estudantis e uma exposição de artistas plásticos paraenses.

É issso.